HISTÓRIAS COMUNS NESTE TEMPO
“Se eu tivesse pensado mais não tinha
engravidado tão cedo! Teria concluído minha faculdade. Comprado minha casa.
Pensado mais... Agora sou obrigada a deixar os meus sonhos de lado para cuidar
do meu filho. Às vezes me encontro respirando ares de arrependimento.”
“Hoje me realizei
no meu filho! Ele é tudo para mim! Acredito que engravidei no momento certo.
Não me importo por não ter tempo de sobra. Não me importo por não poder me
arrumar como antes. Não me importo de não ter tempo para mim. Sou feliz! Meu
filho me trouxe um novo sentido de vida. Hoje eu durmo menos, tenho mais
olheiras, menos maquiagem, mais trabalho, menos tempo livre... Hoje faço mais
por alguém do que faço por mim mesma. Hoje eu sou mãe, e descobri com meu filho
o verdadeiro valor que a vida tem. ”
“Meus filhos são presente de Deus! Não
podia engravidar. Orei e chorei. Pedi muito para Deus e Ele concedeu o desejo
do meu coração, deu-me o que pedi, e me honrou como filha. Hoje me sinto grata
por ter meus filhos perto de mim. Não me canso de namorá-los. Sou eternamente
grata a Deus por ter meus pequenos comigo. No tempo de Deus conclui minha
faculdade, especialização e mestrado, e isso
já com eles em minha vida. Foi difícil; mas consegui. Não me arrependo
de nada. Sei que eles chegaram na hora
certa, afinal, tudo foi na direção de Deus. Sou feliz com meus dois meninos
“Sonhava em ser mãe, durante muito tempo tentei; mas foi em vão. Recorri ao
socorro da ciência. Consegui! Engravidei. Tenho filhos, que só acrescentaram à
minha vida. Hoje sou feliz. Encontrei-me como mulher, sendo mãe.”
“Depois que
meu filho nasceu meu casamento caiu. Não podia mais acompanhar meu marido em
eventos e festas. Não suportei traições. Não aguentava viver com constantes
aflições e conflitos dentro do meu lar. Discussões na frente do meu filho, que
ainda estava muito pequenininho, me incomodavam. Sem conhecer a Deus de
verdade, preferi abandonar o casamento. Não abri mão de dar ao meu filho, paz.
Não gostaria que ele crescesse e presenciasse cenas como essas; então, decidi
por ele, decidi pela paz; decidi pela saúde mental do meu filho, e por uma
rotina sem tormentas. Não me arrependo de ter gerado. Não me arrependo de ter
tido meu filho. Ele é bênção! Ainda que enfrentando dificuldades, meu filho é
bênção! Ainda que tendo que retroceder em algumas áreas da minha vida, não me
arrependo de ter feito o que fiz. Amo o meu filho! E não abro mão de dar a ele o mínimo que posso dar, ou seja, tudo que posso dar. Ao
fitar a face do meu pequeno, ignoro todo o sofrimento e, sem dúvida alguma,
aceitaria passar por tudo de novo, só para poder fitar e apreciar esse sorriso tão grande e
radiante... Lindo! Em questionada se me arrependo de ter engravidado de um
homem “irresponsável” como aquele, a resposta é sim; mas, no final das contas,
ao olhar para o meu pequeno, consigo entender que se escolhesse outro pai,
certamente teria outro filho, e não esse filho, e por isso não tenho dúvidas ao
declarar: Passaria por tudo de novo, a fim de tê-lo em meus braços e em minha
vida. Hoje planejo ter um outro bebê; mas dessa vez, não pretendo ser a sua mãe
e o seu pai, quero poder dar-lhe uma família, com uma figura paterna exemplar e
presente.”
Amo os meus filhos; mas, não gostei do resultado
final, refletido em meu corpo.”
10 - “Engravidei sem querer! Casei porque estava
grávida! Meu casamento não durou. Minha
filha nasceu. Eu era jovem. Precisava trabalhar e reconstruir a minha
vida; então, deixei para trás a minha pequena. Deixei-a, aos cuidados dos meus
pais, e segui rumo ao desconhecido. Precisava reconstruir a minha vida. Eu
tinha apenas vinte e um anos. Os meus planos não deram certo e tive que
retornar à casa dos meus pais. Depois me apaixonei. Fui embora. Deixei de vez a
minha filha. Me envolvi realmente em um
novo relacionamento. Tive mais filhos. Mas... me lembrava constantemente
daquela criança que ficara com os meus pais. Muitas vezes me questionava: “e a
minha filha do casamento anterior?” Nestas horas, a distância percorrida não me
escondia a verdade: Ah! Ela havia ficado
para trás.
“Me casei
completamente apaixonada. Tive dois filhos. Meu marido era mulherengo,
irresponsável, bruto. Saía todas as noites e chegava em casa sempre com marcas
do que havia vivido em suas festas e farras. Eu sofria; mas não podia voltar
para a casa dos meus pais. Na verdade, não gostaria, não queria voltar para lá.
Então, tinha que suportar; tinha que aguentar. E foi o que fiz! Ao longo dos
anos muito suportei por amor aos meus pequenos. Passei por tudo o que você nem
imagina. Foram muitas noites em claro. Humilhações. Às vezes, tinha que lavar
até peças íntimas, sujas, de toda espécie de imundícia. Camisas sujas de batom.
Eu era tratada como um objeto! Não trabalhava,
e meus filhos precisavam do pai. Eu não tinha opção. Tinha que suportar;
mas não me arrependo! Hoje meus filhos estão muito bem formados e são boas
pessoas. Me orgulho deles. Percebo que tudo o que fiz “por eles” valeu a pena. Hoje não convivo mais com o seu pai;
mas percebo, olhando nos olhos dos dois, uma certa admiração e uma gratidão imensa por tudo o que fiz, suportei e vivi... Resultado:
valeu a pena, e se necessário fosse, passaria tudo de novo!”
“Me envolvi em
um relacionamento muito tumultuado. Tive dois filhos. Quando o mais novo
nasceu, passamos por muitos problemas.
Passamos por dificuldades financeiras fortíssimas, e, para completar, meu
marido, que outrora era o responsável pela família, homem saudável e forte,
agora estava acamado com uma enfermidade terrível! Não tínhamos mais esperança;
mas, como quem sai de um túmulo, ele
saiu da cama, depois de muito tempo enfermo. O tempo passou e ele começou a
trabalhar... A vida parecia melhorar. De repente, descubro uma traição. Pensei
apenas nos meus filhos. Já tinha vivido uma separação e deixado uma parte de
mim para trás e não queria fazê-lo de novo. Na verdade, também amava muito
aquele homem. Precisava suportar aquilo, vencer aquele problema, pois além de tudo,
além dos meus filhos pequenos, eu ainda o amava. Decidi guerrear por mim e por
eles. Suportar, por mim e por eles. Valeu a pena. Vencemos.”
“Aos dezessete
anos engravidei do meu namorado. Foi difícil! Minha mãe me colocou para fora de
casa. Tive que ir morar com a mãe dele. Sofri muito por estar longe do meu
cantinho. Demorei a me adaptar àquele novo ambiente. Nunca imaginei que seria
tão difícil! À proporção que meu filho crescia dentro de mim, um vazio também
crescia, e a estimativa de um futuro difícil não me deixava curtir a gravidez.
Não desejaria para ninguém o que passei, e por isso, gostaria de alertar para
que ninguém seguisse os meus passos."
“Engravidei
do meu namorado, meu pai me colocou para fora de casa. nunca vi tamanho sofrimento
e tamanha dor. Meu pai era duro e insensível! Não aceitou o fato de eu ter
engravidado morando debaixo do seu teto; e para completar a situação, o rapaz era
pobre; mas era um bom rapaz; contudo, para ele, isso era insuficiente. O meu
velho pai não permitiu meu relacionamento com o pai do meu filho. Então,
lançada ao relento, tive que aceitar o convite do primeiro velho “rico” que me
apareceu. Resultado: sofri ainda mais. ”
Afinal, o Mestre
nos deixou escrito: "Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no
mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu
venci o mundo." (João 16 : 33). A mulher apoiada em Deus vence constantemente
o mundo.
Do meu coração...
Paixão se
envolveu em uma “paixão”, e consequentemente, em um relacionamento tumultuado e
que a levou a consequências inesperadas. Através da história acima, imagino que
muitas pessoas poderão realmente analisar antes de entrar e assumir uma
“paixão”. Relatar este testemunho foi um propósito do meu coração. Desejo que
com essa história, as mulheres vejam até onde um relacionamento desestruturado,
imediatista, imaturo, sem a direção de Deus,
pode levar uma pessoa. Assim como esta, conheço outras histórias,
terríveis testemunhos, de inúmeras mulheres que se suicidaram, que
abortaram seus filhos; outras que deixaram o fruto daquela paixão louca aos
cuidados dos pais, ou parentes próximos; outras que abandonaram tudo e culparam
os seus filhos por tudo de errado que lhes aconteceu; outras que ganharam
estrias e celulites e se sentiram feias, o que as levou a se arrepender por ter
engravidado; outras que engordaram; que tiveram problemas psicológicos,
problemas de relacionamento e tantos outros, que verdadeiramente trouxeram
consequências irreversíveis.
Por isso, sinto
tamanha necessidade de alertá-las. Gostaria de seguir relatando, outros inúmeros testemunhos comuns
a muitas mulheres, situações essas que poderiam realmente fazer com que você
refletisse muito antes de engravidar. Entre todas que ouvi, algumas dessas histórias
aqui descritas realmente poderão fazer com que você, querida leitora, pense e
repense quando o propósito for engravidar, ou pedir a Deus um filho. Uma vez
que é muito necessário entender que filho é mais do que uma simples
responsabilidade, é uma herança que vem de Deus. E que além de apenas cuidar
bem, precisaremos prestar contas ao Pai e Criador de todo o universo, acerca da
herança que Ele nos permitiu receber.
O homem sem Deus
não gera nada, não faz filhos. Deus deu ao homem essa condição. Afinal, Deus
foi quem criou o próprio homem, e não adianta nos considerarmos superiores em
nada. A ciência pode, por meio de inúmeros recursos, tentar fazer com que uma
célula se torne um embrião; contudo, lhes afirmo, que até neste momento, a mão
de Deus tem que estar presente; e aquele experimento, só vai dar certo com a
Sua permissão. O homem não é Deus e nem tampouco poderoso como Tal. Encontramos
traços fortes da soberania de Deus em detalhes, pois, quando ainda no ventre,
não se pode saber nada acerca da criança, como por exemplo: a cor exata dos
olhos, da pele, dos cabelos. Tamanho do nariz, boca, olhos, membros... Não
sabemos se esta criança trará semelhanças físicas do pai, da mãe, dos avós, ou
de parentes mais distantes. Até que tamanho esta criança crescerá exatamente,
os traços comportamentais, dentre inúmeros outros detalhes; relato isso, diante
de inúmeros outros fatores, completamente desconhecidos ao ser humano. Como homens que somos, precisamos entender
que somos limitados. Deus deu um limite ao mar e também aos homens. E isso não
será violado. O homem nunca fará nada de tão grandioso sem o apoio e a
permissão de Deus. Essa herança que vem de Deus é algo tão valioso, que
precisamos cuidar com as nossas próprias vidas, dando o nosso melhor
integralmente, abrindo mão de muitos projetos, e até sonhos, a fim de valorizar
tão grande honra. Filho é um verdadeiro compromisso assumido primeiramente
diante de Deus.
Conversei com muitas mulheres, como já
mencionei anteriormente, e conheço outras inúmeras histórias de mães que
tiveram suas vidas completamente transformadas depois da gravidez. Entenda as
consequências positivas e negativas, e como algumas mulheres reagiram depois
desse momento tão único e tão lindo na vida de qualquer mulher. Vale lembrar
que de todos os testemunhos que colhi, a maioria das mulheres estava fora do
propósito de Deus. Algumas se apaixonaram, outras engravidaram em uma única
relação sexual, outras estavam casadas e tinham uma vida de farras e festas, e
depois do filho, o homem não mudou o comportamento “farrista”, e continuou em
festas, porém, sem a esposa e o filho. Além dessas, algumas outras histórias me
deixaram muito à vontade para declarar com tanta insistência: Antes de
engravidar...Pare. Passear por algumas
histórias me traz tão somente o desejo de levá-la à realidade. De antemão vale
lembrar que Deus é mestre em mudar histórias, transformar maldição em bênção, e
elevar os caídos pela força devastadora do pecado. Sou um forte exemplo do que
prego! Deus mudou a minha vida. Entreguei a Ele o controle do trem, quando este
já havia saído dos trilhos; e, no entanto, Ele fez novos trilhos e mudou o rumo
da minha vida, e consequentemente: da minha história.
A cada
relato, a cada história, acompanhava o drama, o arrependimento, e também a alegria
de muitas mulheres que se tornaram mães. Pude perceber que muitas demonstravam
arrependimento por ter gerado. Outras me relataram que seus esposos tornaram-se
diferentes, muito diferentes depois da chegada dos bebês. Algumas chegaram a
relatar total descaso dos seus companheiros. Rejeição. Abandono. Uma chegou a
relatar: “Por que tive filho? Vou deixar com a minha mãe, e vou embora; pois
não aguento mais o meu marido. Ele não liga para mim, não liga para o filho, só
quer saber de jogatinas e, para completar, não o amo mais. Quer saber? Na
verdade nunca amei. Só me casei para sair de casa, afinal, não aguentava mais a
minha mãe. Nossa! Que arrependimento! Se a menos eu tivesse pensado mais... ”
Outros
casos surpreenderam-me bastante, mulheres que tiveram que deixar seus filhos
para trás, que foram colocadas para fora de casa, largaram a faculdade, o
emprego, a “boa vida”; enfrentaram dificuldades por morar de aluguel. Tiveram
seus corpos totalmente transformados e ficaram tristes ao deparar-se com o espelho
a ponto de relatar: “Agora convivo com estrias, muitas delas, espalhadas pelos
seios, barriga e até pelas partes laterais das pernas. Engordei também. No
início foi um choque. Assumo que não esperei que isso fosse acontecer. Olhando
para o meu corpo, não me sinto feliz.” ; “ Sonho com a cirurgia! Quero meu
corpinho de volta!
Outra mãe
surpreendeu-me ao afirmar, já Aos quase setenta anos, e depois de ter gerado
cinco filhos, e ter criado
“sozinha”, quatro deles, e com muita dificuldade... A Senhora sofrida,
declarava orgulhosa que se sentia feliz e relatava que se arrependia de cada
grito dado nas crianças; de ter dado um dos pequenos, e também dos momentos de impaciência, refletidos em
palmadas, açoites e castigos. “Ah! O
tempo não volta. Que pena! Existem erros que não temos como consertar ”
Disse-me aquela senhora, com lágrimas nos olhos e voz rouca, que emitia tons de
arrependimento.
Outro
testemunho deixou-me entristecida, foi de uma moça que fora colocada para fora
de casa porque havia engravidado de um rapaz pobre e seu pai não havia
aceitado, então, ela teve que sair e, para sobreviver, teve que ir morar com um
senhor que demonstrou interesse em ajudá-la.
Em meio a tantos testemunhos selecionados,
esse também precisa ficar registrado: “Estava vivendo um péssimo momento
financeiro. Tudo estava muito difícil! Não tinha nem como comprar um enxoval
digno para o meu filho, e tão pouco, tinha estrutura psicológica para suportar
as dificuldades de uma gravidez. Eu reclamava muito. Ainda assim meu filho
nasceu. Trouxe-me muita alegria, e também muita mudança. Estava despreparada,
isso era tudo o que eu sabia. Diante das inúmeras lutas, tudo o que
pensava, era que devido ao nascimento dele, é que estava passando por isso. O culpei
por todo o meu sofrimento. O culpei por toda a regressão que sofri. O culpei
por não poder trabalhar e ter que depender dos outros. O culpei por mudar de cidade. O culpei por tudo. Na época era imatura, e hoje, ao ver o
meu filho, me arrependo de tudo o que lhe falei ainda no ventre. Descontei todo o meu sofrimento em um ser
indefeso e que não havia pedido para nascer. Gostaria de ter sido mais madura.”
Terei que ficar por
aqui, caso contrário trarei apenas relatos e experiências vividas por mulheres
sofridas, que não pararam antes de engravidar.
#Antesdeengravidarpare